Andersen Ballão Advocacia

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Na esteira das montadoras

Segundo capítulo da série ABA 40 anos mostra a relação próxima entre o desenvolvimento industrial do Paraná e do escritório

No fim dos anos 1990, quando a Andersen Ballão Advocacia fazia a passagem da primeira para sua segunda década de existência, o Brasil vivia o ápice da política econômica de atração de investimento estrangeiro, focado principalmente na edição de um novo regime automotivo que trouxe para o país uma série de montadoras de veículos. O Paraná aproveitou a onda e acabou se tornando o terceiro polo nacional nesse setor.

Em 1997 e 1998, a instalação da Audi/Volkswagen na Região Metropolitana de Curitiba proporcionou um novo rumo para a ABA. Corre à boca pequena que a vinda só se concretizou devido à interferência do Dr. Ballão, que “negociou” com as duas partes, usou todo seu alemão e sua lábia para reverter a decisão da AUDI/VW de se fixar em outra praça e garantiu a implantação da nova fábrica em território paranaense.

Daí, provavelmente, é que veio a brincadeira, que dava mostras de como surgiam as demandas para o escritório naquela fase: “Tem problema com alemão? Chame o Ballão”. Na prática, isso fez com que ele passasse dias inteiros atendendo alemães, suíços e austríacos, que chegaram a representar 60% a 70% da clientela do escritório.

Novos horizontes

Estava tudo indo muito bem. O escritório tinha trabalho e clientes, mais do que suficiente. Quando o assunto era Direito Marítimo, Aduaneiro e Internacional (incluindo empresarial internacional), a ABA era sempre lembrada em primeiro plano. Só que, com o tempo, os bons e velhos clientes começaram a precisar de mais cuidados. A indicação de escritórios parceiros para atender a essas demandas já não era o suficiente.

Afinal, os clientes da casa queriam o mesmo atendimento que recebiam na ABA para todas suas necessidades. O jeito foi crescer. O marco dessa mudança de perfil foi quando chegou ao escritório a ALLTECH, que se tornou cliente em 1996 e entregou para a ABA todas as suas demandas. Depois vieram outros, os alemães, suíços, austríacos, ingleses, espanhóis, franceses, noruegueses, suecos, finlandeses, italianos, indianos, poloneses, argentinos, portugueses, canadenses, irlandeses, malaios, israelenses, dinamarqueses e, é claro, brasileiros. Todos bateram na porta do escritório e forçaram a mudança de perfil.

Superado esse desafio significativo, a Andersen Ballão Advocacia aumentou. Em 1999, os advogados Eduardo Teixeira Silveira e Gustavo Almeida de Almeida se tornaram sócios do escritório, estabelecendo um novo marco em sua trajetória. Eles, que iniciaram como estagiários e completaram sua formação dentro do escritório, ajudaram a trazer nomes para reforçar o time.

Naquela época, o escritório foi dividido em departamentos, conforme a especialidade. A ABA, que ocupava uma sala no Metropolitan, na Rua Emiliano Perneta, acabou se mudando para o 13º andar – aquele que ninguém quer. Em 2002, o andar inteiro se mostrava acanhado para abrigar toda a equipe e o jeito foi buscar uma nova sede.

Mas isso é assunto para um próximo capítulo!