“Credor colaborador” é beneficiado na recuperação judicial - Andersen Ballão Advocacia

Artigos e Publicações

“Credor colaborador” é beneficiado na recuperação judicial

Publicado em 07/01/2020

ABA oferece a seus clientes análise aprofundada de Planos de Recuperação para apressar recebimento de créditos

Uma alternativa para as empresas que têm valores a receber de entidades que entram em recuperação judicial é de se tornar, nos termos do Plano de Recuperação oferecido, seu “credor colaborador”. Segundo Letícia Martins de França, sócia do Departamento de Contencioso e Arbitragem da ABA, nesses casos, o objetivo é participar das atividades da empresa em dificuldade para receber antes e/ou um maior valor do que receberia sem tomar essa providência.

Para isso, no entanto, é preciso analisar cuidadosamente o Plano de Recuperação Judicial, que esclarece como a companhia será reestruturada e, principalmente, como os credores serão pagos. “ O que costuma assustar são os prazos de carência para a quitação da dívida. Os recebimento começam após cerca de dois anos e, o que é pior, com uma redução significativa do valor (deságio), além dos longos prazos de parcelamento que chegam a 30 anos”, explica Letícia Martins de França.

Como funciona

Com o deságio e os longos prazos, o credor recebe uma parte reduzida dos créditos. Tradicionalmente, a regra prevê o pagamento prioritário das dívidas trabalhistas, depois aquelas com garantia real e, somente depois, o restante.
Aqui entra a figura do credor estratégico, grupo que, anteriormente, poderia ser formado apenas por bancos financiadores e fornecedores, e que hoje é aberto aos outros tipos de credores que servem de apoio para a empresa em recuperação judicial. Diversas decisões judiciais admitem a inclusão dos clientes da empresa em questão, por exemplo. São clientes que se dispõem a continuar os negócios com a empresa em crise financeira, com o benefício de receber o pagamento dos seus créditos antecipadamente e, ainda, com deságio menor e em menos parcelas.

Matérias Relacionadas

Tecnologia na execução civil redefine a busca por bens e reforça instrumentos digitais na efetividade da satisfação de créditos no Judiciário.

A tecnologia e os novos contornos da busca por bens…

Ferramentas digitais, como SERP-JUD, redefinem dinâmica da  busca patrimonial A execução civil no Brasil passa por um momento de reorganização do uso de ferramentas tecnológicas…

Leia mais

Empresas ganham mais liberdade para pactuar juros

Nova norma afasta restrições históricas sobre as taxas em operações privadas, mas exige revisão criteriosa de contratos e políticas de crédito   A Lei 14.905/2024,…

Leia mais

Tema Repetitivo 929 do STJ: o consumidor deve provar má-fé…

Precedente qualificado do tribunal alerta empresas sobre adoção medidas preventivas contra erros que possam gerar prejuízos financeiros e litígios   Cobranças indevidas ocorrem por uma…

Leia mais