Paranaguá, cidade que completou 378 anos e marcou a história da ABA
Publicado em 05/08/2026
Um dos principais portos brasileiros integra a trajetória do escritório há décadas
Paranaguá completou 378 anos em 29 de julho de 2026 e, para a Andersen Ballão Advocacia, a data faz o escritório revisitar um dos episódios mais emblemáticos de sua própria trajetória, uma das muitas histórias escritas junto ao porto que conecta o Paraná aos mercados internacionais e ocupa posição central na logística brasileira. Foi ali, em 1993, que um navio holandês encalhado no Canal da Galheta levou o escritório a atuar em uma controvérsia que ameaçava comprometer o escoamento de safras, a circulação de graneleiros e o cumprimento de contratos firmados com compradores estrangeiros. O sucesso nesse caso reforçou o perfil internacional da banca, que hoje atua em cinco continentes.
Na época, o New Horizon transportava mais de 30 mil toneladas de soja quando a autoridade marítima reduziu o calado de 37 para 25 pés, medida que restringia a entrada e a saída de embarcações de grande porte. Uma liminar obtida em ação conduzida pelo sócio fundador Wilson José Andersen Ballão permitiu a realização da operação e abriu uma sequência de 268 mandados de segurança apresentados à Justiça Federal em Curitiba e ao Tribunal Regional Federal em Porto Alegre.
Durante as safras de 1993 e 1994, cada decisão judicial repercutia sobre o plano de atracação, o ritmo dos terminais e os compromissos assumidos por produtores e exportadores, em um período que consolidou a ligação da ABA com Paranaguá.
Uma rota decisiva para a economia brasileira
A dimensão atual dos Portos do Paraná demonstra sua relevância para o país. Em 2025, o complexo movimentou 73,5 milhões de toneladas, volume 10,1% superior ao registrado no ano anterior, resultado que o colocou entre os portos brasileiros de maior expansão no período e confirmou sua importância para o escoamento da produção nacional e para o abastecimento de cadeias industriais.
A movimentação de contêineres oferece outra medida dessa rede comercial. Entre janeiro e maio de 2026, o Terminal de Contêineres de Paranaguá registrou 690 mil TEUs, recebeu 427 embarcações e manteve 22 serviços marítimos semanais, entre linhas de longo curso e cabotagem. No mesmo intervalo, as cargas cheias cresceram 7% e alcançaram 4,8 milhões de toneladas, enquanto os contêineres refrigerados somaram 64.470 unidades, alta de 9%, impulsionada principalmente pelos embarques de carnes e produtos congelados.
Por Paranaguá circulam mercadorias produzidas no Paraná, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rondônia, destinadas a mercados como China, Holanda, Coreia do Sul, Hong Kong e Japão. O porto também recebe cargas procedentes de países como China, Estados Unidos, Rússia, Alemanha e Argentina, atendendo setores ligados ao agronegócio, à proteína animal, aos fertilizantes, à indústria automotiva, aos produtos químicos, à madeira, ao papel e à celulose, além de operadores logísticos e empresas que dependem do comércio exterior para organizar suas cadeias de produção e distribuição.
Direito, cidade e memória cultural
A proximidade da ABA com a cidade também encontra expressão na cultura. Wilson José Andersen Ballão é bisneto de Alfredo Andersen, artista norueguês que viveu em Paranaguá, pintou paisagens do litoral e da Serra do Mar e ficou conhecido como o pai da pintura paranaense.
A ligação da ABA com Paranaguá também está presente na sede do escritório, que batizou uma de suas salas de reunião com o nome da cidade, ao lado de outras localidades onde Alfredo Andersen viveu, como “Curityba”, Oslo, “Kopenhagen” e Kristiansand.
Essa convivência entre atividade econômica, memória familiar e experiência jurídica explica por que a cidade ocupa, na ABA, um lugar que ultrapassa a lembrança de um caso histórico e permanece associado à forma como o escritório compreende o Paraná, suas empresas e sua inserção no comércio mundial.
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